Dicas de marketing jurídico: o “feijão com arroz” que funciona

Uma colagem digital moderna e artística em tons de azul, dourado e branco sobre um fundo cinza claro. No centro, destaca-se o busto de uma estátua grega clássica de mármore branco que parece estar sorrindo. Ao redor da estátua, elementos de dicas de marketing jurídico são representados de forma fragmentada: mãos operando um notebook com gráficos financeiros na tela, um martelo de juiz (malhete), balanças da justiça e formas geométricas abstratas. No canto superior direito, há um balão de fala preto com o texto "Marketing de Conteúdo" em branco.
Resumo
Advogado começando no digital? Veja como planejar seu marketing jurídico, produzir conteúdo para as redes sociais e atrair os clientes certos.
Sumário

Se você ainda diz “não gosto de marketing”, o mercado jurídico agradece. Sobra mais espaço (e honorários) para quem entendeu o jogo.

Hoje, não fecha contrato o melhor Advogado. Fecha quem se posiciona melhor no Google, Instagram, LinkedIn, YouTube.

Duro? Sim. Real? Com certeza. 

Com 86,9% dos brasileiros na internet e 70% ativos nas redes sociais, seu cliente está online e provavelmente vai contratar um Advogado que conheceu online. 

Por isso, você precisa entender rápido que marketing jurídico não é sobre likes, é sobre alcance de público e percepção de valor

E percepção de valor é o que permite cobrar mais, escolher as melhores causas e construir seu escritório com clientes que não vem só de indicações

Neste artigo, vou mostrar dicas de marketing jurídico para você, Advogado, que está começando agora no digital

Nada de “cartilha da OAB”: aqui é direto ao ponto, prático, para você saber a base de planejamento estratégico e produção de conteúdo.

[💡Ficou com alguma dúvida? Deixa nos comentários. Leio todas e respondo pessoalmente, prometo que não é um robô.]

O que é marketing jurídico?

É o conjunto de estratégias usadas por Advogados e Escritórios de Advocacia com o objetivo de fortalecimento de imagem

Diferente do marketing comercial agressivo, as estratégias de marketing jurídico ético são guiadas pela OAB, que prioriza conteúdo educativo e geração de valor, não venda direta.

Sempre que me perguntam o que é marketing jurídico, eu resumo assim: é construir reputação antes de pensar em prospecção.

Porque, na advocacia, a confiança vem primeiro, o fechamento do contrato é consequência.

Diferença entre marketing jurídico e publicidade comum

Veja as principais diferenças entre o marketing jurídico e a publicidade tradicional:  


Marketing Jurídico

Publicidade Comum 
ObjetivoProspectar clientes respeitando a ética profissionalDivulgar produtos/serviços e gerar vendas “a qualquer custo”
Tom da comunicaçãoNeutro, educativo, impessoalPersuasivo, promocional e apelativo
Menção a serviçosIndireta e discretaDireta 
Divulgação de resultadosNão é permitidoExplora casos reais para provar a qualidade do produto/serviço 

Lembrando que a OAB não proíbe a publicidade, o que ela proíbe é fazer publicidade do jeito tradicional, ignorando a ética da advocacia. 

Objetivos do marketing jurídico na advocacia

Existem 5 grandes razões para investir em marketing jurídico (digital ou presencial):

  • Posicionamento de marca (branding) para o Escritório ou Advogado
  • Construção de autoridade técnica e reputação na área
  • Prospecção de clientes
  • Manutenção e fidelização de clientes
  • Geração de oportunidades de parcerias e negócios

Marketing é sobre construir reputação, relacionamento e crescimento sustentável.

Regras da OAB para marketing jurídico

Antes de pesquisar qualquer dica de marketing jurídico, sempre é bom revisar a base das regras que a gente estuda quando presta a OAB:

Imagem de um Infográfico sobre Marketing Jurídico Ético segundo a OAB. A imagem apresenta o que é vedado na publicidade da advocacia conforme o Provimento 205/2021 e o Código de Ética. À esquerda, lista conteúdos proibidos, como promessa de resultados, uso de termos persuasivos, comentários sobre processos em andamento e autopromoção. À direita, destaca condutas vedadas, como divulgação de honorários, ostentação de bens, comparação com outros profissionais e autopromoção. Na parte inferior, há uma comparação entre publicidade informativa permitida, com foco educativo, tom neutro e orientação jurídica, e publicidade irregular vedada, de caráter comercial, persuasivo e voltada à captação de clientes.

Como fazer planejamento de marketing jurídico digital?

Um bom plano de marketing jurídico no digital segue 5 etapas claras:

  1. Diagnóstico e nicho (o “quem” e o “para quê”): Tentar falar com todo mundo é o caminho mais rápido para não ser lembrado por ninguém.
  1. Definição de canais: Esteja onde seu cliente de fato está, não onde o guru da internet diz que você precisa estar.
  1. Estratégia e produção de conteúdo: Conteúdo com intenção, posicionamento e constância.
  1. Tráfego pago: Investimento inteligente para ampliar alcance e atrair o público certo.
  1. Monitoramento e otimização contínua: Acompanhar métricas, interpretar dados e ajustar a estratégia com base no que gera resultado. 

Não pule etapas, afinal nada adianta conferir todas as dicas de marketing jurídico e sair postando sem direção. 

Milagre não existe, o que existe é planejamento, metas bem definidas e execução consistente. 

Definição de objetivos do escritório ou profissional

Marketing sem objetivo comercial é rasgar dinheiro. 

Por isso, antes de planejar suas estratégias de marketing jurídico, defina as metas de faturamento e carteira do seu escritório (o famoso “onde queremos chegar”).

Inclusive, você pode usar o método SMART para escrever metas claras, veja alguns exemplos:  

  • S (Específico): “Gerar contatos de empresários do setor de logística.”
  • M (Mensurável): “Receber 20 consultas jurídicas por mês via site.”
  • A (Atingível): “Aumentar em 15% a base de clientes de consultivo.”
  • R (Relevante): “Focar em ações de alto valor agregado para aumentar a margem de lucro.”
  • T (Tempo): “Alcançar essa meta nos próximos 6 meses.”

Posicionamento e especialização

Os algoritmos do Google, redes sociais e IAs estão cada vez mais inteligentes. 

Eles querem entregar exatamente o que o usuário deseja. Por isso, valorizam cada vez mais sites e perfis nichados, que oferecem conteúdo profundo sobre áreas específicas do Direito. 

Essa é uma dica de marketing jurídico que a maioria dos Advogados ignora, mas tem um super impacto quando analisamos as métricas do site e redes. 

Além disso, pense bem: se você tem um infarto, procura um cardiologista ou um clínico geral?

Seu cliente usa o mesmo raciocínio ao escolher um Advogado: ele quer um especialista, não um generalista.

Planejamento de ações de curto, médio e longo prazo

Um plano eficiente de marketing para Advogados é construído em camadas, seguindo ações alinhadas a cada fase:

AçãoO que é?
Curto Prazo (Atração)“Arrume a casa” (site e redes) e foque em conteúdo de crescimento de base. O objetivo é conquistar visibilidade, porque ninguém contrata quem não conhece.
Médio Prazo (Autoridade)É o momento de qualificar o público que você atraiu. Aumente conteúdos de posicionamento que mostrem sua experiência, para gerar confiança e o cliente entrar em contato. 
Longo Prazo (Escala)Só aqui entre com tráfego pago. Com conteúdo sólido publicado, a taxa de conversão dos anúncios será maior.

É claro que não existe “receita de bolo” e cada estratégia de marketing jurídico tem que ser pensada de forma personalizada. Mas, em geral, o plano segue essas etapas.  

Como ter uma produção de conteúdo jurídico de valor?

Talvez, a maior dica de marketing jurídico seja: produzir um conteúdo impossível de ser ignorado pelo seu cliente.

Primeiro, é essencial dominar o seu público, conhecer seus problemas, desejos, dúvidas e hábitos de consumo de informação:

  • Quais são os desafios jurídicos que ele enfrenta?
  • Onde ele busca orientação?
  • Que tipo de linguagem e abordagem ele valoriza?

Depois, siga os 3 pilares do conteúdo irresistível: 

  1. Curadoria: Selecione referências, fontes relevantes e informação interessante. Hoje, curadoria humana tem um peso enorme na performance do conteúdo. 
  1. Intencionalidade: Cada post deve ter um propósito dentro da estratégia (crescimento de base, posicionamento, prospecção). 
  1. Autenticidade: Produza com personalidade, conte histórias, compartilhe experiências e pontos de vista que só você pode oferecer. 

Dá trabalho, mas é o único jeito de construir um posicionamento digital interessante e que se sustenta a longo prazo.

Conteúdo educativo e informativo

Entre as dicas de marketing jurídico ético, uma valiosíssima é: ajude primeiro, o contrato vem depois.

O seu post deve, primeiro, resolver uma dúvida do cliente, que vai desde uma explicação até uma resposta sobre um caso parecido.

Para isso, pense nas perguntas que você mais ouve no seu dia a dia, como “Tenho direito a isso?” ou “Como funciona aquilo?”.

Escolha de temas relevantes

Você tem que saber o que o seu público de potenciais clientes quer ouvir.

Por exemplo, se você atende empresas na área trabalhista, uma boa dica é produzir um artigo sobre como evitar o passivo trabalhista no Brasil.

Agora, para quem atua no Direito do Consumidor, uma live comentando problemas com bancos e empréstimos consignados indevidos é uma boa pedida.

Linguagem acessível e didática

Aqui vai uma super dica de marketing jurídico: deixe o juridiquês nas petições. 

Via de regra, seu cliente não é Juiz, Promotor e nem Advogado.

Linguagem excessivamente técnica não transmite autoridade, só cria distância.

Quem domina o assunto consegue explicar de forma clara. E clareza, no marketing jurídico, é poder.

Constância na produção de conteúdo

Quem aparece de vez em quando é esquecido rapidamente. 

Saiba que o algoritmo das redes sociais e o Google amam frequência de postagens!

Não precisa postar todo dia, mas tenha um ritmo que você consiga manter de forma saudável. 

Crie um calendário editorial realista, por exemplo, um artigo quinzenal acompanhando de 2 posts em redes sociais por semana.

Como fazer marketing jurídico nas redes sociais?

A principal dica de marketing jurídico para trabalhar suas redes sociais é: não busque ser visto apenas como um influenciador.

Advogados que constroem reputação sólida no Instagram, LinkedIn e TikTok mostram os bastidores da sua advocacia de forma estratégica e intencional.

Não se engane, cada post desses perfis, mesmo os mais descontraídos (de viagem, família ou evento), é cuidadosamente pensado para:

  • Se posicionar como autoridade na área
  • Provar que sua fala tem fundamento técnico e experiência prática
  • Compartilhar valores de vida e de profissão
  • Criar conexão com o cliente

Além disso, eles sabem exatamente como “jogar o jogo” do algoritmo e usar cada plataforma como uma ferramenta de marketing jurídico:

Instagram na advocacia

No Instagram, é importante ter volume, por isso poste no mínimo 3 a 5 vezes por semana.

Hoje, os formatos que mais performam são:

  • Reels de até 90 segundos: diretos, claros e com gancho forte.
  • Carrosséis de até 7 páginas: educativos, objetivos e salváveis.

Evite perfil engessado e institucional demais, marca jurídica forte é marca humanizada. Mesmo que seja o perfil do escritório, ele precisa ter rosto, voz e posicionamento. 

Expliquei a base completa disso lá no artigo de Como criar conteúdo jurídico de Instagram [Guia Básico 2026].

LinkedIn para posicionamento profissional

No LinkedIn, qualidade vence volume,com 3 posts estratégicos por semana, você já consegue ótimos resultados.

Os formatos que mais performam hoje:

  • Imagem + legenda curta (até 1.500 caracteres): direto ao ponto e com opinião forte.
  • Carrossel de 3 a 5 páginas: didático, prático e salvável.
  • Artigos para newsletter: profundidade que consolida autoridade.

Já escrevi dois artigos completos sobre a plataforma, depois dá uma olhada:

Dica de marketing jurídico para LinkedIn: Defina uma linha editorial com 3 temas dentro da sua área. 

Quanto mais nichado seu conteúdo, mais se posicionará como especialista e mais a plataforma dará visibilidade aos seus posts. 

Diferença de estratégia entre plataformas

Cada plataforma tem um “idioma” próprio e você precisa saber as diferenças básicas:

InstagramLinkedIn
Foco PrincipalConexão, humanização e utilidade.Autoridade, carreira e negócios.
Público-alvoPessoa Física (B2C) e clientes finais.Empresas (B2B) e parceiros.
Formatos-chaveReels e Carrosséis. Imagem + texto e Artigos.

Um erro clássico de marketing jurídico para captação de clientes é replicar o mesmo post em todas as redes de forma automática. 

O segredo? Use o mesmo tema como base, mas ajuste a “embalagem”. Adaptar o tom para cada canal é essencial.

Imagem com dicas de marketing jurídico, explicando onde e como advogados devem postar conteúdo de forma ética. No topo, destaca a regra de ouro: o conteúdo deve ser sempre informativo, priorizando a educação do público em vez da venda direta. O material é dividido por plataformas. No Instagram, o foco é a conexão visual e o dia a dia, com uso de Reels e Stories para traduzir o juridiquês em situações práticas e gerar identificação. No LinkedIn, a ênfase está na autoridade corporativa e carreira, com textos técnicos, artigos e conquistas profissionais para consolidar reputação. No YouTube, o destaque é a produção de vídeos profundos e educativos, funcionando como biblioteca permanente de conhecimento e ativo de busca. Na parte inferior, há a comparação entre conteúdo educativo permitido, voltado ao compartilhamento de conhecimento e especialidade, e conteúdo mercantilista proibido pelas regras da OAB, como chamadas diretas à contratação ou promessas de resultados.

Quais os erros comuns no marketing jurídico?

Quando planejar como fazer seu marketing jurídico, fuja desses erros, para não ter dores de cabeça com a OAB:

Promessas de resultados

Brincar de vidente é o caminho mais rápido para a frustração do cliente, risco ético e desgaste reputacional.

Prometer “causa ganha” ou prazo de encerramento do processo não mostra confiança, mas imprudência.

Para fazer um marketing jurídico ético, troque o “eu vou ganhar” pelo “vou conduzir sua causa com a melhor estratégia possível”.

O cliente busca segurança, clareza e direção, não ilusão.

Excesso de autopromoção

Se o seu perfil só fala de você e ignora as dores do cliente, isso não é estratégia, é ego digital.

Posts de premiações, reconhecimento profissional e eventos da área são ótimos para reforçar autoridade, mas precisam entrar no conteúdo com equilíbrio e contexto

Já os posts de ostentação, com carros de luxo, viagens caras, roupas de grife, é melhor deixar para lá.

Além de ser proibido pela OAB, não gera credibilidade e mais te posiciona como um blogueiro de lifestyle. 

Falta de planejamento estratégico

Sem estratégia, o Advogado vira um “panfleteiro digital”: posta conteúdo genérico, sem um público-alvo claro, e ainda espera o milagre do engajamento.

Com a concorrência nas alturas, hoje nenhum perfil cresce assim, muito menos atrai cliente qualificado.

E o mesmo vale para os sites, que agora competem em conteúdo com as IAs generativas e IA Overview. 

Portanto, não se limite a buscar só dicas de marketing jurídico, foque em desenvolver um planejamento estratégico para crescer no digital. 

Se suas redes sociais não trazem clientes, é porque ainda falta estratégia

Para o marketing jurídico digital dar resultado, a gente precisa de estratégia, posicionamento claro no perfil e constância no conteúdo. 

O problema é que a maioria dos Advogados tenta fazer tudo sozinho ou delega para um profissional que entende nada da área.  

O resultado? Conteúdo genérico, linguagem robótica, revisões infinitas e aquela sensação de que “isso não me representa”.

Se quer parar de improvisar e usar suas redes sociais de forma inteligente (e ética), nosso time pode fazer isso por você. 

Na ACE, criamos um serviço de Social Media pensado para Advogados.

Com um estrategista especialista na plataforma que você precisa (Instagram ou LinkedIn) e um redator especialista em conteúdo jurídico, trabalhando juntos em todas as etapas. 

Vamos conversar? Clique aqui para falar com nossos consultores

Quero te ajudar a fazer suas redes sociais funcionarem de verdade. Sem promessa milagrosa, só estratégia bem executada.

Hoje fico por aqui, mas te espero no próximo artigo! 🙂

Perguntas comuns sobre dicas de marketing jurídico

O que é marketing jurídico e para que serve?

É o conjunto de estratégias usadas por Advogados e Escritórios de Advocacia com o objetivo de fortalecimento de imagem. Serve para se posicionar como autoridade na área e prospectar clientes de forma ética.  

Quais estratégias de marketing jurídico são permitidas pela OAB?

A base do marketing jurídico no digital é o marketing de conteúdo em sites, redes sociais, Youtube e plataformas de áudio. Tráfego pago também é permitido. Mas tudo deve ter um viés informativo e educativo, sem mercantilização ou autopromoção.

Advogado pode usar redes sociais para divulgação profissional?

Sim, a OAB permite usar redes sociais (Instagram, LinkedIn, Tiktok) para fazer publicidade ética, desde que de forma moderada e sem violar suas normas. 

Marketing jurídico gera captação de clientes?

Sim, marketing jurídico gera resultados e prospecta clientes, especialmente no digital, publicando conteúdo em redes sociais e site. 

Qual a importância do marketing de conteúdo na advocacia?

Ele é a base para gerar confiança, autoridade e especialização, já que mostra para os clientes seus direitos, aproxima a contratação e posiciona o Advogado como referência.

Quais erros devem ser evitados no marketing jurídico?

Promessa de resultados, divulgação de valores, termos de venda agressiva e ostentação. O excesso de autopromoção também deve ser evitado.

Fontes

Digital 2026: Brasil

Código de Ética e Disciplina da OAB 

Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB

Lei nº 8.906/ 1994 (Estatuto da Advocacia e da OAB)

Metas SMART: apresentação e exemplos de utilização eficiente

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Ana Carolina Evangelista

Advogada e fundadora da ACE.
Apaixonada por marketing e produção de conteúdo jurídico.

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